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Eva Andressa, musa do fitness faz ensaio para a Sexy

 

Eva Andressa, também conhecida como musa do fitness, sera a próxima capa da edição de março da revista “Sexy”.

      A Musa, que fotografou o ensaio na última quarta-feira, 30, alcançou mais de 3 milhões de visualizações de seus vídeos na internet, Além de dicas sobre alimentação, ela mostrou alguns treinos de perna e exercícios para os glúteos, abdômen e tríceps. Nesta quinta-feira, dia 31, a publicação divulgou algumas imagens dos bastidores do ensaio veja essas fotos

 

 

 

 

 

Divulgação/Revista Sexy

 

Dana diz que Spider só enfrenta Jones se quiser

Brasileiro já lutou duas vezes na categoria de Jon Jones e venceu as duas

 

Brasileiro já lutou duas vezes na categoria de Jon Jones e venceu as duas

O presidente do UFC, Dana White, disse na coletiva de imprensa pós-UFC que não há intenção do Ultimate em forçar a super luta entre Anderson Silva e o campeão dos meio-pesados Jon Jones.

“O Anderson já lutou na categoria de cima e já venceu. Nunca mais falo para os caras subirem ou descerem, a menos que ele me ligue e diga que quer mudar. Ele não quer.  Ele gosta desta categoria e a domina completamente”, declarou Dana.

Perguntado se gostaria de enfrentar Jon Jones, Anderson balançou a cabeça e disse “Não”. O brasileiro também afirmou que ainda não pensa em seu próximo oponente.

Arrasador, Spider nocauteia Sonnen e mantém cinturão

Anderson cumprimenta Sonnen após vencer no UFC 148 - Divulgação/UFC

 

Anderson cumprimenta Sonnen após vencer no UFC 148 – Divulgação/UFC

Anderson Silva foi arrasador diante de Chael Sonnen. O brasileiro deu um show no segundo round e conseguiu uma vitória por nocaute, mostrando diversas habilidades. Primeiro, uma esquiva. Depois encaixou uma joelhada e uma sequência de golpes até ver a luta ser interrompida.

Essa foi a décima defesa de cinturão consecutiva de Anderson Silva, que ainda não perdeu no UFC. Ele é campeão indiscutível do peso médio desde 2006.

Anderson ficou de costas para o chão durante todo o primeiro round, mas conseguiu escapar bem da iniciativa de Sonnen. No segundo assalto, o norte-americano foi para cima de novo para chamar a luta para o chão. E foi aí que o Spider se deu bem ao definir a luta com seus hábeis fundamentos.

Mostrando estilo conciliador, Anderson encerrou o clima de animosidade entre eles. Ele chamou o norte-americano, o cumprimentou e pediu aplausos dos brasileiros em Las Vegas “para mostrar que o Brasil também tem gente educada”.

“Isso daqui é esporte. É assim mesmo. Eu convido o Chael Sonnen para um churrasco. Se ele quiser, ele pode ir em casa, minha mulher cozinha para a gente”, disse Anderson ainda no octógono, respondendo às provocações do norte-americano antes da luta.

Na hora que subiu ao octógono, Anderson Silva fez a sua saudação normal. Ficou agachado no octógono olhando seu adversário e manteve o olho fixo em Chael Sonnen. Ainda ouviu da boa parte dos brasileiros que estavam em Las Vegas o coro “uh, vai morrer”. Sem toques de luva, a batalha começou.

Logo no primeiro segundo, Sonnen conseguiu colocar Silva para baixo, mas sem efetividade, sem conseguir trabalhar o ground and pound. Apesar disso, como ficou sempre por cima, venceu o primeiro round. Foram cinco minutos trabalhando cotoveladas, tapas e socos e até ombradas.

No segundo round, a história se repetiu. Chael Sonnen grudou em cima de Spider e ficou em cima do brasileiro. Ele conseguiu se livrar e, em uma defesa de uma cotovelada giratória, Anderson abaixou, viu Chael cair sozinho ao bater na grade e começou a finalizar a luta. Acertou uma joelhada no peito do rival, que estava no chão e disparou a metralhadora de socos.

Pouco antes de ter sua vitória decretada, ainda viu Chael levantar. Como uma briga de um adulto como uma criança, Anderson segurou o adversário pelo pescoço e acertou mais golpes. Viu seu adversário cair e só esperou o juiz encerrar o combate.

Dana White confirma: “Foi a maior luta da história do UFC”

A revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen atraiu muita atenção dos fãs de MMA -Evelyn Rodrigues

 

A revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen atraiu muita atenção dos fãs de MMA -Evelyn Rodrigues

O nocaute que selou a invencibilidade de Anderson Silva no UFC, além de sua décima defesa de cinturão foi eleito pelo presidente do torneio, Dana White, o melhor do UFC 148 e rendeu ao brasileiro um bônus extra de 75 mil dólares (cerca de R$ 150 mil).

Outros que receberam o bônus foram Forrest Griffin e Tito Ortiz, que travaram a melhor luta da noite na opinião de Dana, que também anunciou que o evento bateu o recorde de arrecadação de bilheteria da história do UFC: 7 milhões de dólares (R$ 14 milhões).

“É 100%, com certeza, o maior evento que fizemos. Na segunda, quebramos o recorde de acesso no site, na terça a coletiva foi vista por mais de um milhão de pessoas, foi a maior coletiva da história. Tudo indica que seja a maior venda de pay-per-view”, diz o presidente do UFC, Dana White. “É a maior luta da história do UFC”, completa.

Confiante em título a curto prazo, Ney Franco é apresentado como novo técnico do São Paulo

Confiante em título a curto prazo, Ney Franco é apresentado como novo técnico do São Paulo

Vipcomm

Reprodução/ESPN

Ney Franco é, oficialmente, o novo técnico do São Paulo. Após alguns minutos de espera dos jornalistas no CT da Barra Funda, na tarde desta segunda-feira, o comandante tricolor deixou o vestiário acompanhado de membros da diretoria tricolor, atravessou o gramado e posou para fotos. Motivado e confiante em iniciar os trabalhos à frente do clube, ele não se escondeu atrás do discurso politicamente correto e garantiu que será cobrado. Até por isso, ressalta: não será necessário tempo de adaptação e o time tem qualidade para já brigar pelo título brasileiro.

“Meu desligamento na CBF era complicado porque eu era coordenador da base, e não só o técnico da Sub-20. Eu tinha um papel importante, e essa filosofia de trabalho pesava na minha consciência. Mas em um ano e cinco meses deixamos um bom legado. Me fascinava pegar uma equipe com São Paulo, com uma categoria de base forte. A saída foi bem trabalhada politicamente, não sairia da seleção para me aventurar. Venho para um clube que me dá condição de brigar por títulos. Principalmente o título do Brasileiro, estamos em quarto lugar. É um time com um potencial enorme de ser desenvolvido”, afirmou.

“O São Paulo tem um dos melhores elencos do Brasil. Estou aqui para ser cobrado, me cobrar e cobrar dos atletas por títulos. É de imediato. Temos duas competições neste ano, o Brasileiro e a Sul-Americana. Nosso trabalho, com a estrutura do clube, é ter equipe para lutar pelo título. Quero ser cobrado desta forma. Não quero um tempo para ‘encaixar’. Tenho uma semana até enfrentar o Palmeiras, não preciso trabalhar motivação. Fui feliz de pegar o São Paulo bem posicionado na tabela, com a diretoria me dando respaldo e com uma semana cheia para trabalhar”, completou.

Vipcomm

Ney Franco foi apresentado oficialmente como técnico do São Paulo

Vipcomm

Ney Franco foi apresentado oficialmente como técnico do São Paulo

Elogiado por João Paulo de Jesus Lopes e Adalberto Batista, que ressaltaram o sonho antigo de contratar Ney Franco, a diretoria deixa claro o desejo de buscar alguém experiente no trabalho com jovens. Ainda assim, o novo treinador ressalta que não quer ser taxado como um líder de jovens, e deve priorizar neste momento a mescla entre experiência e juventude – sem se ater ao fato de o atleta ser formado no São Paulo ou não. Questionado sobre uma possível intereferência da diretoria em seu trabalho – como ocorreu com Leão no “caso Paulo Miranda” – Ney acha possível resolver tudo com muita conversa.

“O São Paulo está contratando um treinador para resolver seus problemas dentro de campo. Ele é responsável pelas suas decisões, esse é meu pensamento: desenvolver meu trabalho e tomar decisões. Isso não isenta você de conversar com as pessoas ao seu lado. Já conversei com o Milton Criz (auxiliar), minha forma de trabalhar é essa. Venho para assumir todas as reponsabildades, de sucesso ou insucesso”, disse.

Aos 45 anos de idade, Ney Franco já teve passagens por Ipatinga, Flamengo, Atlético Paranaense, Botafogo e Coritiba antes de assumir o cargo de coordenador das seleções de base da CBF, há cerca de um ano e meio. Liberado pelo presidente José Maria Marin e com cinco títulos no cargo, foi anunciado pelo São Paulo na última quinta e assistiu das tribunas a vitória tricolor sobre o Coritiba, neste domingo, por 3 a 1. O técnico assinou até 2013, e comanda o primeiro treino nesta terça. A estreia no campo será no clássico contra o Palmeiras, domingo.

Hamilton leva na estratégia GP do Canadá, e F1 vê sétimo vencedor diferente na temporada 2012

Sete corridas, sete vencedores, e segue imprevisível a temporada de 2012 da F1. Com uma ultrapassagem no final da 64ª de 70 voltas, Lewis Hamilton superou Fernando Alonso para conquistar uma vitória mais do que emocionante no GP do Canadá, na tarde deste domingo (10), em Montreal. O britânico fez uma parada a mais que Sebastian Vettel e Alonso, mas, com pneus novos no trecho final, era 1s por volta mais rápido que os rivais. Com a bandeira do Reino Unido nas mãos, o mais novo líder do Mundial — com 88 pontos, dois a mais que Fernando e três a mais que Sebastian — comemorou muito seu 18º triunfo na categoria máxima do automobilismo.

No duelo de campeões mundiais, Hamilton passou por Vettel — que logo na sequência desistiu e foi aos boxes para colocar um novo jogo de pneus supermacios — e partiu, então, para cima da Ferrari do espanhol que, sem velocidade de reta e lutando contra a asa móvel da McLaren, foi presa fácil. Uma das vitórias mais difíceis da carreira de Hamilton, sua terceira no Canadá, e a terceira consecutiva da escuderia de Woking no circuito de Montreal.

 

Hamilton celebra primeira vitória em 2012 no Canadá (Foto: McLaren)

 

Nas seis voltas que se seguiram à ultrapassagem de Hamilton, Alonso, com os pneus completamente gastos, que usava desde a volta 19, não resistiu e perdeu outras três posições. Primeiro, para Romain Grosjean, da Lotus, depois para Sergio Pérez, da Sauber, que voltaram a subir ao pódio em 2012 — é a segunda vez que cada um deles fica entre os três primeiros. Por fim, Vettel, que demonstrou ter acertado ao fazer um segundo pit-stop, também passou pela Ferrari e terminou na quarta posição. O espanhol foi apenas o quinto.

Para os brasileiros, um GP do Canadá sem grandes acontecimentos. Largando em sexto, Felipe Massa começou bem e fez uma bela ultrapassagem sobre Nico Rosberg na segunda volta, mas rodou sozinho pouco depois e perdeu várias posições. No fim, conseguiu beliscar um pontinho por terminar na décima posição. Já Bruno Senna, com uma Williams fraca nesta sétima etapa, não fez nada demais e ficou apenas em 17º, uma volta atrás de Hamilton.

Saiba como foi o GP do Canadá de F1, em Montreal

De forma até surpreendente, a largada e a passagem pela primeira curva do circuito Gilles Villeneuve foi feita sem problemas por todos os pilotos. As posições foram mantidas entre os seis primeiros. Di Resta passou Grosjean e garantiu o sétimo posto. Senna cruzou a linha de chegada em 15º. Massa manteve o sexto lugar, mas muito próximo de Rosberg.

Vettel abriu vantagem razoável para Hamilton, 1s4. Massa, muito bem, conseguiu passar Rosberg por fora na chicane que antecede a reta dos boxes no fim da segunda volta, assumindo assim uma boa quinta colocação. Senna, por sua vez, não conseguia encontrar um bom rendimento e foi superado por Kovalainen, caindo para 16º lugar.

O nome do começo da prova era Di Resta. Em grande forma, o escocês abriu caminho e, com o auxílio da asa traseira móvel, conseguiu ultrapassar Rosberg, claramente com ritmo de corrida inferior aos adversários do topo. O jovem da Force India subiu para sexto, tendo um início de prova bastante animador.

 

Largada do GP do Canadá neste domingo (Foto: Red Bull/Getty Images)

 

Massa também vinha bem, em quinto, mas cometeu um erro na saída da curva 1 na abertura da quinta volta, perdeu a traseira e rodou com sua Ferrari. O prejuízo foi enorme, já que o brasileiro caiu para 12º, voltando entre os dois carros da Sauber: Kobayashi na frente, Pérez em 13º. Na mesma volta, Senna também cometeu um erro e caiu para 19º, sendo superado por Vergne, Ricciardo e por seu companheiro de equipe, Maldonado, que vinha em franca reação após ter largado em 22º.

Lá na frente, Vettel até conseguia se manter na ponta, mas não conseguia abrir vantagem para Hamilton que, lentamente, chegava mais próximo do alemão, virando alguns décimos mais rápido que o bicampeão do mundo. Alonso vinha um pouco mais atrás, mas não indicava ter condições de lutar pela vitória.

Na volta 12, Massa abriu a primeira janela de pit-stops em Montreal, substituindo os seus pneus supermacios por compostos macios. Entre os ponteiros, Di Resta, em quinto, tinha ritmo mais lento que os adversários, já que seus pneus estavam bastante desgastados. Tanto que, uma volta depois de Felipe, o escocês e Schumacher fizeram suas respectivas paradas.

Hamilton definitivamente tinha ritmo de corrida melhor que Vettel, que já estava sofrendo com o desgaste dos pneus. Melhor que os dois só Alonso, que conseguia rodar abaixo de 1min20s naquele momento. Outro que vinha bem era Rosberg, que já não tinha mais Di Resta pela frente e, com pista limpa, fez a então melhor volta da prova, com 1min19s536.

Sem condições de permanecer na pista, Sebastian teve de ir para os boxes na volta 16 para fazer sua troca. Hamilton assumiu a ponta, e Vettel voltou à pista em quinto. Na volta seguinte, foi a vez de Lewis, pressionado por Alonso, realizar seu pit-stop, sendo seguido por Webber. No retorno a pista, o britânico voltou à frente de Vettel, na quarta colocação, mesmo perdendo certo tempo na saída dos boxes.

Aproveitando o fato de ter ficado com a pista livre, Alonso forçou o ritmo, fez duas voltas muito rápidas antes de fazer seu pit-stop, no giro 19. O espanhol conseguiu voltar à frente de Hamilton e de Vettel, em segundo lugar. Naquele momento, Grosjean ocupava a liderança momentânea da prova. Entretanto, Fernando não suportou a pressão de Hamilton que, no fim da volta, na grande reta, usou a asa móvel para superar o piloto da Ferrari e subir para segundo, seguido por Alonso e Sebastian. Uma volta depois, na 20ª, foi a vez de Romain realizar sua parada, e, a partir de então, as posições reais foram reestabelecidas em Montreal.

Com pista livre à frente, Hamilton exibiu a grande forma da McLaren e abria boa vantagem para Alonso. Na volta 28, Lewis fizera a então melhor volta da corrida, com 1min18s455, e conseguiu abrir 3s4 de frente para o piloto da Ferrari. Vettel tentava se aproximar do espanhol, que defendia bem a segunda colocação. Mais atrás, Räikkönen e Pérez, com estratégia diferente, se mantinham na pista, ambos com pneus macios, ainda sem terem efetuado seus respectivos pit-stops.

 

O GP do Canadá deste ano não teve interrupções do safety-car (Foto: Force India)

 

Aos poucos Massa vinha mostrando bom trabalho e, na medida do possível, estava reagindo. Felipe ocupava o nono lugar, próximo de Grosjean, oitavo. Senna, entretanto, seguia decepcionando e, em 20º, não conseguia passar as Caterham de Kovalainen e Petrov, ambos com velocidade final melhor que a Williams de Bruno.

A colocação parcial da prova, na volta 35, exatamente a metade da corrida, era: Hamilton, Alonso, Vettel, Räikkönen, Pérez, Webber, Rosberg, Grosjean, Massa e Di Resta no rol dos dez primeiros, Rosberg tinha a volta mais rápida, com 1min17s972. Senna, por sua vez, permanecia em 20º, logo atrás dos carros da Caterham de Kovalainen e Petrov. Apenas Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan, da HRT, abandonaram a prova até aquele momento.

A partir daquele momento a corrida adquiriu um ritmo mais monótono, sem tantas brigas por posições, indicando um jogo de xadrez no quesito estratégia. Com exceção de Pérez e Räikkönen, todos os outros 20 pilotos ainda remanescentes na corrida indicavam uma tática de duas paradas.

Kimi retardou ao máximo seu pit-stop. A Lotus optou por chamá-lo apenas na volta 40. Dessa forma, o finlandês teria de resistir na pista por 25 voltas com os compostos supermacios, mais rápidos, mas, ao mesmo tempo, bem menos duráveis que os pneus macios. Pérez, exatamente no giro seguinte, também realizou a sua parada, voltando imediatamente atrás de Rosberg e à frente de Räikkönen, ganhando a oitava colocação em Montreal.

Michael Schumacher teve mais uma corrida discreta na temporada. O heptacampeão mal apareceu nas câmeras, até que aconteceu um problema inusitado, mais um desses azares que atormentam o veterano da Mercedes em 2012. A asa traseira móvel do W03 de Schumacher simplesmente não fechava. Depois de os mecânicos do time alemão tentarem literalmente resolver o problema na porrada, e sem sucesso, Michael teve de abandonar a prova, permanecendo com míseros dois pontos em sete provas do Mundial.

Tranquilo na liderança, Hamilton fez sua segunda parada na volta 50. Só que a McLaren mais uma vez errou na parada do britânico, mais precisamente no pneu traseiro direito, levando a musa — e noiva de Lewis —, Nicole Scherzinger ao desespero em Montreal. Para descontar o tempo perdido no pit-lane, o piloto acelerou o que pôde e fez, no giro 52, a volta mais rápida da prova no momento, com 1min17s135. Alonso ainda ocupava a liderança, com Vettel em segundo e Hamilton completando o top-3.

Enquanto Lewis era a grande estrela do GP do Canadá, Jenson Button só dava sequência à má fase na temporada que teve como único grande momento a vitória no GP da Austrália. Com o mesmo carro de Hamilton, Button levou uma volta do líder, Alonso, tendo um ritmo de corrida inexplicável com um carro com o potencial da McLaren.

Com Alonso e Vettel à frente, restava saber se ambos fariam mais uma parada. Hamilton, com pneus macios mais novos, virava 1s mais rápido que Fernando, indicando claramente que tinha o melhor carro da prova e provando que sua estratégia estava correta. Massa, com a mesma estratégia de Alonso, também sucumbiu ao desgaste dos pneus e perdeu posições para Pérez, Rosberg e Webber. O brasileiro não resistiu e foi aos boxes na volta 59 para colocar novos pneus macios.

Faltando dez voltas para o fim da prova, já não havia diferença de Hamilton para Vettel, o segundo. A ultrapassagem era questão de tempo. A briga entre Lewis e o bicampeão do mundo era benéfica para Alonso, que conseguiu escapar um pouco na frente.

E não teve nem graça. Com a ajuda da asa traseira móvel, Hamilton passou fácil por Vettel na grande reta do circuito Gilles Villeneuve, tendo só Alonso à sua frente. Lewis estava cada vez mais próximo de sua primeira vitória na temporada e, principalmente, da redenção da McLaren no ano e de colocar um sétimo vencedor diferente em sete corridas em 2012, tornando, definitivamente, um campeonato lendário.

Com o vencedor praticamente definido, Alonso tinha de tomar cuidado com a perigosa aproximação de Grosjean. Mas, com os pneus extremamente desgastados, Fernando não foi páreo para o piloto da Lotus que, assim como Hamilton, fez sua ultrapassagem no fim da grande reta graças ao auxílio da asa móvel.

Como um guerreiro, Alonso tentava o máximo possível de pontos para manter a liderança do campeonato. Mas Fernando não contava com a astúcia de Pérez que, com seus pneus supermacios, tirou quase 10s em três voltas e, no giro 67, fez a ultrapassagem e posicionou a Sauber no top-3 do GP do Canadá, vindo para seu segundo pódio na carreira. Alonso também não resistiu a Vettel, que, de maneira tardia, fez seu segundo pit-stop e conseguiu amenizar o prejuízo depois de ter começado a prova como maior favorito à vitória.

 

Hamilton é o sétimo vencedor diferente em 2012 na F1 (Foto: McLaren)

 

E não teve mesmo para ninguém em Montreal. Em um circuito que parece ter sido feito sob medida para a McLaren, Hamilton manteve a ponta com autoridade e, na base da estratégia, celebrou sua 18ª vitória na carreira, a primeira em 2012, a sétima de um piloto diferente após sete corridas na temporada. De quebra, o britânico assumiu a liderança do Mundial de F1 com 88 pontos, dois a mais que Alonso e três a mais que Vettel. Grosjean e Pérez, brilhantes, completaram o jovem pódio em Montreal. Alonso resistiu bravamente ao desgaste dos pneus e conseguiu um quinto lugar.

F1, GP do Canadá, circuito Gilles Villeneuve, corrida, final:

Paradas
1
Lewis HAMILTON
ING
McLaren Mercedes
1:32:29.586
70 voltas
2
2
Romain GROSJEAN
FRA
Lotus Renault
+2.513
1
3
Sergio PÉREZ
MEX
Sauber Ferrari
+5.260
1
4
Sebastian VETTEL
ALE
Red Bull Renault
+7.295
2
5
Fernando ALONSO
ESP
Ferrari
+13.411
1
6
Nico ROSBERG
ALE
Mercedes
+13.842
2
7
Mark WEBBER
AUS
Red Bull Renault
+15.085
2
8
Kimi RÄIKKÖNEN
BEL
Lotus Renault
+15.567
1
9
Kamui KOBAYASHI
JAP
Sauber Ferrari
+24.432
1
10
Felipe MASSA
BRA
Ferrari
+25.272
2
11
Paul DI RESTA
ESC
Force India Mercedes
+37.693
2
12
Nico HÜLKENBERG
ALE
Force India Mercedes
+46.263
2
13
Pastor MALDONADO
VEN
Williams Renault
+47.052
1
14
Daniel RICCIARDO
AUS
Toro Rosso Ferrari
+1:04.475
2
15
Jean-Éric VERGNE
FRA
Toro Rosso Ferrari
+1 volta
3
16
Jenson BUTTON
ING
McLaren Mercedes
+1 volta
3
17
Bruno SENNA
BRA
Williams Renault
+1 volta
1
18
Heikki KOVALAINEN
FIN
Caterham Renault
+1 volta
2
19
Vitaly PETROV
RUS
Caterham Renault
+ 1 volta
2
20
Charles PIC
FRA
Marussia Cosworth
+2 voltas
1

Não completaram/número de voltas:

Timo GLOCK
ALE
Marussia Cosworth
57 voltas
Michael SCHUMACHER
ALE
Mercedes
34 voltas
Pedro DE LA ROSA
ESP
HRT Cosworth
25 voltas
Narain KARTHIKEYAN
IND
HRT Cosworth
23 voltas

 

Melhor volta
Sebastian VETTEL
ALE
Red Bull Renault
1:15.752
volta 70
Tempo
SOL
ar: 28-29ºC | pista: 39-45ºC

 

Pesquisadores apontam em livro ‘mentira sobre monogamia’

A monogamia é uma das bases sobre as quais se assenta a cultura ocidental, embora haja cada vez mais vozes que a questionem. Os pesquisadores Christopher Ryan e Cacilda Jethá desmontam qualquer convenção sobre a sexualidade e destacam que as restrições são contrárias a nossa natureza.

Efe

A monogamia jurada em muitos ritos matrimoniais é contrária às nossas condições anatômicas, projetadas para manter relações sexuais com vários companheiros de maneira paralela

Os humanos são promíscuos e polígamos. Esta afirmação é de Christopher Ryan e Cacilda Jethá em sua obra sobre a antropologia sexual “No Princípio Era o Sexo”.

“Quando falamos de promiscuidade, nos referimos à mistura e à troca que nossos antepassados realizavam, em nenhum caso a um comportamento arbitrário. Sem as barreiras culturais, nossas orientações sexuais derivariam em várias relações paralelas de diferente profundidade e intensidade, como nossas amizades, que variam entre elas”, reflete Christopher.

Darwin se equivocou

A maioria dos humanos vive em sociedades que seguem o chamado discurso convencional da sexualidade, que defende que o humano é monógamo por natureza, embora defina o homem como um animal ansioso por “espalhar sua semente”; enquanto a mulher protege seus limitados óvulos daqueles que não lhe asseguram a sobrevivência de seus descendentes, “se vendendo” ao que mais recursos lhe oferecer.

O problema surge, para Christopher e Cacilda, quando esta imagem se apoia em estudos realizados por Charles Darwin há 150 anos em uma sociedade vitoriana puritana, cujo estudo dos primatas, base da tese do casal de pesquisadores, estava nas fraldas. “Darwin sempre foi muito interessado nos dados que questionavam suas teorias, se vivesse agora as revisaria à luz das descobertas mais recentes”, afirma Christopher.

Efe

Para o pesquisador Christopher Ryan, os novos modelos de família são uma constatação de que a família nuclear não é o único modelo válido, apesar do que estabelece o discurso convencional

Corpos hipersexuais

Frente à contenção que o discurso convencional apregoa, o corpo humano conta uma história diferente. Baseando-se em diversos estudos, Christopher e Cacilda explicam como o corpo do homem é projetado para uma grande atividade sexual, que supera o necessário para a reprodução.

Isto se observa na desproporção do volume testicular em relação aos outros primatas e a ejaculação de um sêmen que não só procura a concepção, mas a destruição mediante agentes químicos de espermatozoides procedentes de outros machos que possam ser encontrados em seu caminho, o que leva a entender que a mulher também procura ter vários companheiros e potencializar a concorrência espermática na busca da melhoria da espécie.

Além disso, uma alta atividade sexual favorece tanto a saúde do homem, como sua fertilidade que decresce quando não pratica sexo.

Da mesma forma, Christopher e Cacilda desmitificam o fato de o sexo ser menos importante para a mulher, por exemplo, graças a sua possibilidade de acumular orgasmos, de tal maneira que esse prazer conduz à busca de sua repetição.

Os autores também não compartilham a ideia de que a mulher seja reservada em sua fertilidade para “prender” o macho, visto que seus seios crescem com a chegada da maturidade sexual e diminuem com a menopausa, ao que se une o fato de que durante a ovulação, os estudos demonstram que a mulher cheira melhor e são mais atrativas para o homem. Além disso, durante esses dias de maneira inconsciente se preocupam mais em se enfeitar.

Christopher e Cacilda entendem que a ideia da poligamia se reforça com a “fraternidade” na qual se transforma o desejo de certos casais após anos de convivência, e que explicam como uma modalidade da repulsão em relação ao incesto e ao chamado a buscar novos parceiros sexuais.

Efe

Quase todos os animais têm atividades sexuais só encaminhadas à reprodução; os humanos e seus ‘primos’, os bonobos, são umas das poucas exceções

Os pesquisadores apontam para outros mitos como “a maior necessidade de troca de companheiras” do homem frente à mulher, apesar de “ambos terem as mesmas necessidades sexuais”.

Revisando o casamento

O livro destaca a convenção que sustenta nossa família nuclear ao contrastá-los com os casos atuais de tribos como os Kulina da Amazônia, que consideram a troca a maneira natural de acentuar os laços, e os Dagara de Burkina Faso, cujas crianças consideram que são filhos de todas as mulheres, o que não é tão diferente do grande número de adoções que se realiza em sociedades “desenvolvidas”.

Exemplos que se completam com os novos modelos de família que Christopher entende como uma constatação social que algo “falha” na visão sexual do homem.

“A metade dos casamentos nos Estados Unidos termina em divórcio. Se a metade de nossos aviões caísse, as pessoas não iam querer variar seu modelo?”, pergunta o pesquisador.

Embora insista em que seus estudos sejam apenas uma evidência da multiplicidade de caminhos, entre os quais existe a monogamia “como escolha, que não é incorreta, só contrária a nossas tendências evolutivas. É como o vegetarianismo: alguém pode escolhê-lo, mas nem por isso o bacon deixa de cheirar bem.”